Seguidores

Translate

Wikipedia

Resultados da pesquisa

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

DÉCADAS 80 E 90



TECNICISMO


Penso que o tema, pela amplitude, e a quantidade de ensinamentos, remetem ao Brasil da década de 80 e 90 dos Planos econômicos produzidos pelos governos Neoliberais, e que contribuíram muito para alguns retrocessos, no sentido não só, na perspectiva economia, bem como, no aspecto social.
É necessário entender que a Nação passou por uma turbulência entre a saída de um regime Militar e a redemocratização do País, em todas as esferas políticas. Nessa perspectiva, os Governos Neoliberais utilizavam ideologias que permearam décadas com muitos impactos negativos que ainda perduram até a atualidade.  
A partir desse pressuposto, com a globalização, em todos os sentidos, principalmente, econômicos e sociais, a produção da ideologia da igualdade de direitos, recrudesce sobremaneira as desigualdades existentes na sociedade.  
Tais desigualdades que não são peculiaridades da era globalizada, pois ao reportarmos, Karl Marx, e os conceitos de mais valia absoluta e mais valia relativa, estrutura e superestrutura, demarcam o processo das diferenças entre burguesia e proletariado e o papel que o governo exerceu nesse contexto.

Portanto, o Neoliberalismo e a globalização, temáticas abordas com propriedade, contribui e muito, para a nossa novela de formação e na perspectiva do professor pesquisador, necessárias ao entendimento somadas às questões tão atuais de Karl Marx, que nos possibilita alternativas para construção de uma sociedade que perpassa em quebrar paradigmas na perspectiva de modifica-la.   

terça-feira, 4 de outubro de 2016

PENSO QUE....


A) O que é pedagogia social?

Penso que a Pedagogia Social é o Campo da Pedagogia que agrega sistematicamente os saberes e conhecimentos construídos da Educação Social, Educação Comunitária e Educação Popular, no contexto sócio histórico, na perspectiva da instrumentalização desse profissional, Pedagogo / Educador Social, para interações sociais na sua práxis educativa, bem como, no desenvolvimento das atividades e práticas, que perpassa pelos ambientes escolares e não escolares, com alternativas na construção de possibilidades de um fazer pedagógico social que objetivem formar o cidadão com sentido e significado nas dimensões educacional, artística, cultural e social, enfim, de forma plena, com o pressuposto de planejar e executar novas propostas que resulte em mudanças e transformação do indivíduo e que, lhe proporcione a promoção dos direitos e deveres, a autonomia e o senso crítico, através da relação dialética e dialógica, construindo assim, na perceptiva de avanços, impactos na sociedade na qual o educando será o protagonista da própria história. Portanto, do ponto de vista acadêmico, significará desenvolver habilidades e competências na área de intervenção social com respeito à realidade e a identidade sócio cultural não só do Pedagogo/Educador Social, como também, junto a população de grandes vulnerabilidades social e relacional.
B) Quais as características específicas da pedagogia social
Penso que as características específicas da Pedagogia Social perpassam em ter como base as experiências concretas no campo da Educação Social, Educação Comunitária e Educação Popular, para que se tenha um olhar mais ampliado, e que possibilite uma reflexão assertiva da situação na qual está inserido esse educando, o espaço escolar e não escolar, num todo, e a comunidade que a circunda, na perspectiva de entender as demandas sociais advindas do contexto familiar, comunitário e cultural desse indivíduo. Logo, por se situar no contexto sócio histórico da nossa realidade (pedagogia social), é que nos proporciona reflexões críticas do ponto de vista das práxis pedagógica social, na construção de novos saberes, além de, dialogar e ter relações muito próximas do Serviço Social, além da psicologia, filosofia e sociologia.
C ) e que são fundamentais para a formação do profissional da educação?
Penso ser fundamental na formação do profissional, o conhecimento e a experiência na Educação Social. Logo, para os graduandos, a possibilidade da Pedagogia Social como matéria eletiva, para os graduados a especialização em Pedagogia Social será de extrema valia. Cursos de extensão na própria Pedagogia Social, bem como, de Educação Social sistematicamente, será muito útil para quem desenvolve suas práticas no ambiente não escolar, na qual, os níveis de escolaridade são de graduação (que não seja da educação), pós graduação (que não seja da educação), fundamental e médio. Portanto, são saberes que se imbricam, e a formação continuada perpassa por produção de conhecimento e saberes construídos, o que será imprescindível para que possamos pensar alternativas e fortalecimento do profissional.   
D)Quais as possíveis áreas de atuação deste profissional?
Ambientes escolares e não escolares – Movimentos Sociais Urbanos e Rurais,
Ambientes não Escolares: Presídios, Adolescentes em Conflito com a lei, Medidas Protetivas para crianças e adolescentes, população de rua, Centros de Acolhimentos, ONGs, Projetos e Programas Sociais, culturais e artísticos.
Ambientes Escolares: Tomando por base o debate:
Mediação de Conflitos; Justiça restaurativa (“consiste em um paradigma não punitivo, baseado em valores, que tem como principal objetivo a reparação dos danos oriundos do delito causados às partes envolvidas – vítima, ofensor e comunidade”),Repensar o próprio Currículo, Construção do Projeto Político Pedagógico e Trazer reuniões com sentido e significado para os pais.

A partir de sua realidade e práticas educacionais, você acha que está atuando dentro dos princípios da teoria da pedagogia social? Brevemente, conte para nós a sua experiência que se encaixa dentro dos princípios desta teoria.
Respondo afirmativamente, pois a Educação Social é parte da Pedagogia Social e nessa perspectiva as práticas voltadas para o pedagógico social são sempre o norte para desempenhar minhas práticas profissionais. E com relação a minha experiência, atualmente, sou graduando em pedagogia, e desde 1986, atuo como Recreador, Arte Educador e atualmente como Educador Social onde participei dos Projetos e Programas Sociais: PETI (Recreador) (Programa de Erradicação dói Trabalho Infantil) (PMSG), Agente Jovem (Recreador) (PMSG), Projeto “Sai da Rua Menino!” (Educador Social e Recreador de Rua) (PMSG), Na Rua Não! (Educador Social e Recreador de Rua) (PMSG), Ong Jardim Paraíso (Voluntário –  Educador Social e Recreador – Município de Itaboraí 2005/2007), Casa de Apoio às Adolescentes (Educador Social e Arte Educador e Recreador) (PMSG), Territórios Livres (Educador Social de Rua) (Movimento de Mulheres em São Gonçalo), Secretário e Conselheiro do Trabalho com adolescentes das Igrejas Presbiterianas (no Município de SG 1999/2015), Trabalho de Campo sobre população de Rua (em SG) com alunos de Serviço Social da UFF e atualmente Centro de Acolhimento e Cidadania (Educador Social e Recreador) (2009 / 2015 – SMDS – PMSG ). Ministração de palestras na área de Educação Social, na Faculdade Plínio Leite, Turmas da UFF, Faculdade Paraíso e Curso Pipas em 17/12, na UFF.
Jacy Marques Passos

CURRICULO LATTES 2018










ACEESE E CONHEÇA:




JACY MARQUES PASSOS

EDUCADOR SOCIAL






segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cap 1.7 - Ensinar Exige Risco

Cap 1.6 - Ensinar Exige a Corporeificação das Palavras pelo Exemplo

Capítulo 1.5 - Ensinar Exige Estética e Ética .

Capítulo 1.4 - Ensinar Exige Criticidade - Pedagogia da Autonomia, de Pa...

Cap. 1.3 - Ensinar Exige Respeito aos Saberes dos Educandos

Capítulo 1.2 - Ensinar Exige Pesquisa - Pedagogia da Autonomia, de Paulo...

HUMAN Extended version VOL.3 (HUMANOS VOLUME 3)

HUMAN Extended version VOL.2 (HUMANOS VOLUME 2)

HUMAN Extended version VOL.1 (HUMANOS VOLUME 1)

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

REVISTA DE PEDAGOGIA SOCIAL UFF - RPS - BOA LEITURA!


 http://www.projetopipasuff.com.br/revista/sobre.php
Esta revista é uma iniciativa do Grupo PIPA–UFF: Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Pedagogia Social /UFF. 

Nosso trabalho resulta da ação compartilhada e solidária entre professores da UFF e da USP, em integração com docentes da UFMG, UFV, UNB, UFMGS, e outras Universidades Nacionais e internacionais. A Revista de Pedagogia Social (RPS) nasce do projeto PIPAS-UFF: Grupo de ensino, Pesquisa e Extensão em Pedagogia Social. Trabalhamos na formação inicial e permanente de educadores sociais, ao buscarmos compreender os conteúdos necessários à prática educativa na atualidade. 

Iniciamos nosso trabalho em escolas das redes municipais e estaduais do Rio de Janeiro, em especial as de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Niterói, Itaboraí e São Gonçalo; observando seus textos e contextos, limites e possibilidades, teorias e práticas, trabalhamos ainda com seus atores, questões, desafios e formação; em seguida ampliamos o trabalho para as comunidades e instituições de amparo à criança e ao jovem em situação de vulnerabilidade. Compreendemos por vulnerabilidade situações, momentâneas ou não, de sofrência humana, de exclusão e de privação de direitos. Trabalhamos com crianças, jovens, suas famílias, comunidades e instituições onde estejam inseridas, que estejam abaixo da linha da pobreza. 

Educação e pobreza passam a ser um matiz necessário ao nosso trabalho. Trata-se de uma parcela da população Brasileira crescente de forma veloz, que bate a porta das Universidades em busca de reconhecimento, orientação e formação de profissionais para com ela lidarem. Compreendemos ser URGENTE, a responsabilidade das universidades Brasileiras, para com essa parcela da sociedade Brasileira. 

Hoje, no Brasil e no mundo, torna-se imprescindível a formação de educadores com opção pela Pedagogia Social. Ela compreende a educação para além da escola e, por esse motivo, ocupa-se da formação de múltiplos profissionais cujas ações são voltadas para a ação social. Trabalhamos para a inclusão dos excluídos, para o exercício de prática mais fraternas, solidárias e humanas; no trato com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Queremos, a RPS, seja um espaço de produção e de troca, de conhecimento e saberes, contribui para a formação de educadores sociais, oferecendo materiais para reflexões pedagógicas, políticas e sociais, que inspirem um fazer educacional pautado na emancipação humana. Hoje é possível afirmar ser a Pedagogia Social é a mãe das demais pedagogias a nos exortar à superação. Desejamos uma navegação proveitosa para todos.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

DIA MUNICIPAL DO EDUCADOR SOCIAL - 19 /09 - COMEMORE OS 95 ANOS DE PAULO FREIRE




NO DIA QUE PAULO FREIRE COMPLETARIA 95 ANOS, FAREMOS ESSA SINGELA HOMENAGEM AO MESTRE, COM A COMEMORAÇÃO DO DIA MUNICIPAL DO EDUCADOR SOCIAL - SÃO GONÇALO - RIO DE JANEIRO - BRASIL









segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A DIFERENÇA ENTRE A FORMAÇÃO UNILATERAL E OMNILATERAL

a diferença entre a formação unilateral e omnilateral 


Penso essas diferenças, remetem a origem da temática proposta, na qual, o percurso feito, faço o recorte no período feudal, cujo homem e a relação com o trabalho, perpassa por um processo artesanal de sua produção, e um olhar para um viver do seu trabalho, sem o advento do lucro sobre aquilo que era produzido.
Nesse contexto percebe-se a ação do homem e seu modo de produção no período feudal, sem nenhum conhecimento tecnológico, que apontasse para uma relação homem e trabalho, que visavam, a perspectiva da sobrevivência, através do seu trabalho.
Nesse longo percurso, no entanto e, com o advento da revolução industrial, período que sucedeu o feudalismo, inclui na sociedade outras necessidades que antes, não se verificava, e que, pelas mudanças radicais, na perspectiva do trabalho, se introduziu no processo produtivo do homem e sua relação com o trabalho.
Nessa perspectiva, novos elementos se estabelecem, e agora, os homens se apropriam do trabalho de outros homens, o que faz com que, o homem se exproprie das funções que executam, alienando o trabalhador da sua própria produção, pois, agora o homem não se percebe nesse meio de produção, fortalecendo então divisão, da sociedade e por conseguinte a ratificação das classes bem definidas. De um lado a Burguesia, de outro lado, o proletariado.
Nesse sentido, as famílias agora, buscam o trabalho nos grandes centros, o que resulta em uma grande concentração nas cidades. Esse fato ontológico e sociológico, de certa forma, possibilita o pensamento de uma escola que preparasse os filhos desses trabalhadores para o trabalho, na lógica da divisão de classes, oriunda do capitalismo já patente na sociedade.
É necessário compreender que, o que muda são as relações sociais, e não, a centralidade do trabalho, existente deste o princípio da humanidade. Nessa compreensão, perceber que outras transformações agregam à essa abordagem, à medida que trazem reflexões, no que diz respeito, aos interesses da dualidade da qual a educação passa, e passa a ser reprodutora das ideologias na lógica da sociedade de classes, em virtude do capitalismo preeminente, com base no pensamento de Marx e Gramsci, que legitima para dualidade, e educa também, para dualidade.
Nesse sentido, uma ideologia que opera é a dos direitos iguais, o que oculta a base do real papel que escola deveria realizar. E o que se percebe, é o trabalho na linha da violência simbólica a serviço da ideologia dominante, na qual, preparava o educando à docilidade e naturalização das ações desses alunos. O que torna diferente, daqueles que estudavam para o trabalho intelectual.
Sob esses aspectos, a escola da sociedade de classes, na logica capitalista, reproduz as relações de produção do capitalismo. Com certeza Inculcar a ideologia burguesa para reprodução dessa lógica era necessário para a continuidade.
Assim, com a universalização da educação que permeia gerações, mantem a dualidade viva que possibilita perceber as reproduções do passado até os dias atuais, sob a ótica da divisão de classes, o que vem formar o homem unilateral, ou seja, preparar o homem para inserção para o mercado de trabalho, o que exclui o real sentido da educação. A partir desses pressupostos, na atualidade, a formação técnica profissional, não lhe garante o próprio trabalho.
Logo, como educador reflexivo, que pensa uma educação diferente, numa sociedade melhor, que sabe seu papel nesse processo, no conceito de omnilateralidade, nesse legado de Marx, é que devemos buscar alternativas de pensamento que busque uma formação omnilateral, ou seja, uma nova visão de mundo que contemple o ético, o estético, o artístico, ou seja, em todas as dimensões humanas.
Portanto, compreender as diferenças, entre o homem unilateral e omnilateral, perpassa pelas compreensões das dimensões muito maiores, na perspectiva omnilateral e não mais unilateral que trata de uma limitação do sujeito e lhe impõe aligeiramento da formação. A partir desse pressuposto, o grande desafio, para nós enquanto educadores, é a formação do homem nos aspectos críticos, reflexivos e autônomos, rompendo com essa limitação demarcada pela unilateralidade da formação do homem, nessa mesma sociedade de classes.
Logo, entende-se que se trata de uma utopia, um homem livre, numa sociedade menos injusta, e com mais possibilidades de trabalhar, com as mãos e com a cabeça, numa formação omnilateral do homem, que se afirmam historicamente, na qual, saiba distinguir o artesanal do intelectual, contudo, enquanto existir alienação, venda força de trabalho, consciencia alienada, deve-se como educador transformador, reflexivo, quebrar paradigmas desconstruindo algumas situações postas, e mudar, na consciencia do devir, as nossas práticas como educadores, cujo papel recrudesça em nossas ações, na perspectiva de uma educação múltipla, e com os princípios, de um processo educativo para liberdade do indivíduo.
JACY MARQUES PASSOS 

EXPOENTES DA PEDAGOGIA SOCIAL - PROF. ROBERTO DA SILVA (USP) E MARGARETH MARTINS ARAUJO (UFF-RJ)



PROFESSOR ROBERTO DA SILVA (NO CENTRO) E PROFESSORA MARGARETH MARTINS ARAÚJO (NA FOTO ABAIXO), DOIS EXPOENTES E REFERENCIAS NA PEDAGOGIA SOCIAL.






quinta-feira, 25 de agosto de 2016

COORDENADORIA DA MULHER PROMOVE


A Secretaria Municipal de Politicas Publicas para o Idoso, Mulher e Pessoa com Deficiência, através da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres em parceria com o Programa UFF Mulher :

PROMOVE:










quarta-feira, 24 de agosto de 2016

GÊNERO DO DISCURSO - BAKTHTIN









GÊNERO DO DISCURSO - BAKTHTIN




Para cada momento da comunicação, seja verbal ou escrito, o indivíduo precisa saber que há uma especificidade, um gênero discursivo que determina os contextos interacionais. 

domingo, 21 de agosto de 2016

DIA DO EDUCADOR SOCIAL 19 DE SETEMBRO



Vivemos numa sociedade em processo de constantes modificações, fato que representa não ficar parado ou estagnado. Por essa razão, a consciencia do devir recrudesce em nossas ações e práticas, na perspectiva dos avanços da Pedagogia Social e sua aplicabilidade nos espaços formais e não formais.

Nesse sentido, Pistrak, autor de Fundamentos da escola do trabalho, consolida e ratifica em sua obra, essa dimensão em três aspectos centrais, que deve ser objeto das discussões dos educadores: as reflexões sobre a relação entre escola e trabalho; a proposta de auto-organização dos estudantes; e a organização do ensino através do sistema de complexos temáticos, eixos importantes no desenvolvimento das práticas. Esse último, pela relação que tem com a reflexão sobre os temas geradores, proposto por Paulo Freire.

A partir desse pressuposto, o papel do Educador Social, enquanto mediador das reflexões dialógica e dialética, se constrói numa base sólida, que perpassa pela construção de uma relação sendo, um com o outro, e na perspectiva da quebra de paradigmas, ao buscar a compreensão dessa mesma sociedade no que diz respeito aos papeis da escola e da Educação, que deve ressignificar, na essência, os seus verdadeiros valores.

Nesse contexto, é necessário compreender que o epistemé relacionado a educação difere do que se percebe na atualidade, fato que desmonta o real papel da Educação, que hoje, é vista como um produto na sociedade do conhecimento, e que, fortalece as ideologias que permeiam gerações.

Assim, a reconstrução da Educação, como possibilidade de desconstrução das ideologias que se utilizam da educação, como alternativa para reprodução de práticas perversas dos seus reais significados, apontam para caminhos de muito trabalho, muitas lutas e construções que perpassa pela pedagogia social, que tem representatividade e significado de educação holística. 

Logo, a Pedagogia Social, como ferramenta para transformação, torna-se necessária e urgente, através de ações pontuais que servirão para instrumentalizar o Educador Social, nessa construção consciente, e que, resultarão em benefícios, visto que, para isso, precisará utilizar três ferramentas indispensáveis: firmeza ideológica; política nos princípios e valores da luta e justiça social; e com muita autonomia e criatividade para ajudar a recriar as práticas e organizações sociais.

Portanto, o dia dezenove de setembro, dia nacional e municipal do Educador Social, representa às práticas constantes de lutas para a liberdade nos processos educativos e sociais,  com sensibilização, sentido e significado dos nossos objetivos para combater o que desvirtua o percurso da educação social, pois, a nossa conquista, significa saber lutar e saber construir.  

REFERENCIA:
Pistrak, M.M.  - Tradução Daniel Aarão Filho. Fundamentos da Escola e do Trabalho. São Paulo, Expressão Popular - 2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

CAPITAL HUMANO E SOCIEDADE DO CONHECIMENTO

Ao abordar temas relevantes como a teoria do capital humano, a neoteoria do capital humano e a sociedade do conhecimento, percebe-se que são temas que se imbricam, contudo esclarecem as ideologias nas quais são utilizadas todo tempo, de modo a deslocar o foco de forma que seja imperceptível a intencionalidade de subverter sob essa lógica, o verdadeiro papel da Educação na sociedade.
E necessário compreender que na teoria do capital humano, não haja reflexão na perspectiva, daqueles que se utilizam da escola ou da educação, o real sentido de se implantar uma ideologia, cuja finalidade deixe sublinhado os resultados negativos com relação aos jovens pois o pensamento que permeia a temática do capital humano perpassa por compreender que ter estudo significa ter espaço que garantam salários e poder aquisitivo melhor, contudo essa tendência, não possibilita, ou se adquira a consciencia, da contramão na qual caminha a humanidade e o quanto contribui para o perverso capitalismo.
Nesse sentido, os discursos de igualdade para todos também é uma ferramenta que não se traduz numa realidade de fato, pelo contrário, as desigualdades vão se acentuando ao ponto de uma nova temática, não assumir, mas se alinhar, com os objetivos daqueles que fazem parte de uma minoria dominante, ao introjetar conceitualmente, a neoteoria do capital humano, na qual, a educação agora, não tem mais o papel de burlar o seu significado na sociedade, e sim de se transformar em um produto a ser consumido, com o intuito e finalidade de formar o cidadão para empregabilidade, o que faz com que haja investimentos do Banco Mundial numa lógica a utilizar mais uma vez a educação como meio de aumentar o poder capitalista reinante na sociedade. Essa nova teoria, também não contribui para desconstrução do pensamento neoliberal tecnicista, pelo contrário, existe o fortalecimento desse conceito que, possibilita sair dessa esfera, direcionando o olhar para a sociedade do conhecimento.
A partir desse pressuposto, vivendo agora, na sociedade do conhecimento, após viver nas sociedades, rural e industrial, se estabelece uma nova dinâmica no cenário brasileiro que, perpassa por não percebermos que estamos lidando com o velho de roupa nova, ou seja, as teorias de Marx, sobre alienação, assalariamento, mais valia absoluta e relativa, venda da força de trabalho, não perderam espaço na nova teoria que se apresenta até os dias atuais, o materialismo dialético e a divisão de classes, sob uma ótica que substitui as esteiras fordistas e Tayloristas e se ocupa agora de outras formas de fortalecimento do capitalismo.
Portanto, recrudesce praticas pontuais de construção concreta, enquanto docentes e pedagogos, e que se desconstruam ideologias, que se utilizam da educação para desvirtuar o papel que lhe é pertinente, uma vez que, na consciencia do devir, deve-se buscar sempre alternativas e possibilidades através da reflexão sobre as nossas atuações, para que tenhamos práticas melhores. Jacy Marques Passos

Contribuições da Professora
BEATRIZ MARIA ARRUDA DE A PINHEIRO

Essas 3 visões têm o mesmo objetivo: ocultar o papel reprodutor da escola capitalista e legitimar as desigualdades. 
Fazer com que cada cidadão aceite seu lugar social, achando que é responsável por ele. 
O que muda é o contexto. 
Exemplo: quando o desemprego aumenta com o neoliberalismo, a teoria do capital humano não pode mais prometer que mais educação gera mais renda individual. 
Sem empregos, como prometer aos mais educados, mais renda? 
Se você pode ter mais diplomas e ficar desempregado, como se pode acreditar em tais desculpas? 
Assim, é desenvolvida a neoteoria do capital humano, que, para manter a aceitação da ordem 
capitalista, afirma que mais educação apenas garante maior empregabilidade. 
A ideologia vai tendo que oferecer novas leituras e novas desculpas para que continuemos a acreditar no papel redentor da educação e não questionemos o papel do Estado nem das relações de dominação na produção das desigualdades.

CONECTIVOS - LINGUA PORTUGUESA




Conectivos
São conjunções que ligam as orações, estabelecem a conexão entre as orações nos períodos compostos e também as preposições, que ligam um vocábulo a outro.

O período composto é formado de duas ou mais orações. Quando essas orações são independentes umas das outras, chamamos de período composto por coordenação. Essas orações podem estar justapostas (sem conectivos) ou ligadas por conjunções 
(= conectivos).
CONECTIVOS
Coordenativos são as seguintes 



 ADITIVAS

(Adicionam, acrescentam): e, nem (e não), também, que; e as locuções: mas também, senão também, como também...

Ela estuda e trabalha.

ADVERSATIVAS


(Oposição, contraste): mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, que. Também as locuções: no entanto, não obstante, ainda assim, apesar disso.

Ela estuda, no entanto não trabalha.

ALTERNATIVAS



(Alternância): ou. Também as locuções ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer...

Ou ela estuda ou trabalha.

CONCLUSIVAS

(Sentido de conclusão em relação à oração anterior): logo, portanto, pois (posposto ao verbo). Também as locuções: por isso, por conseguinte, pelo que...

Ela estudou com dedicação, logo deverá ser aprovada.

EXPLICATIVAS


(justificam a proposição da oração anterior): que, porque, porquanto...

Vamos estudar, que as provas começam amanhã.

Quando as orações dependem sintaticamente umas das outras, chamamos período composto por subordinação. Esses períodos compõem-se de uma ou mais orações principais e uma ou mais orações subordinadas.


CONECTIVOS

subordinativos são as seguintes conjunções e locuções subordinadas:

 CAUSAIS
(Iniciam a oração subordinada denotando causa.):
Que, como, pois, porque, porquanto. Também as locuções: por isso que, pois que, já que, visto que...

Ela deverá ser aprovada, pois estudou com dedicação.







(Iniciam a oração subordinada denotando causa.):
Que, como, pois, porque, porquanto. Também as locuções: por isso que, pois, que, já que, visto que...

Ela deverá ser aprovada, pois estudou com dedicação.

COMPARATIVAS

(Estabelecem comparação): que, do que (depois de mais, maior, melhor ou menos, menor, pior), como...também as locuções: tão...como, tanto...como, mais...do que, menos...do que, assim como, bem como, que nem...

Ela é mais estudiosa do que a maioria dos alunos.

CONCESSIVAS

(Iniciam oração que contraria a oração principal, sem impedir a ação declarada): que, embora, conquanto. Também as locuções: ainda que, mesmo que, bem que, se bem que, nem que, apesar de que, por mais que, por menos que...

Ela não foi aprovada, embora tenha estudado com dedicação.

CONDICIONAIS

(Indicam condição):
se, caso. Também as locuções: contanto que, desde que, dado que, a menos que, a não ser que, exceto se...

Ela pode ser aprovada, se estudar com dedicação.

(Indicam condição):
As locuções para que, a fim de que, por que...

É necessário estudar com dedicação, para que se obtenha aprovação.

TEMPORAIS

(Indicam circunstância de tempo): quando, apenas, enquanto...também as locuções: antes que, depois que, logo que, assim que, desde que, sempre que...

Ela deixou de estudar com dedicação, quando foi aprovada.

CONSECUTIVAS

(Indicam consequência): que (precedido de tão, tanto, tal) e também as locuções: de modo que, de forma que, de sorte que, de maneira que...

Ela estudava tanto, que pouco tempo tinha para dedicar-se à família.

INTEGRANTES

(Introduzem uma oração):se, que.

Ela sabe que é importante estudar com dedicação.

Fonte: http://www.infoescola.com/portugues/conectivos/

REFLEXÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA




REFLEXÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA



Uma ideia, afirmava Kant, “não é outra coisa senão o conceito de uma perfeição que ainda não se encontra na experiência” (1996:17). Todas as pessoas têm “ideias” que julgam e creem ser uma “perfeição” e por isto a defendem. Daí se originam as discordâncias e os conflitos. Numa perspectiva individualista, _ tão acirrada nesta etapa do neoliberalismo _ cada um irá permanecer com sua “ideia”, com sua limitação e com sua impossibilidade de crescer, de evoluir, de avançar, emperrando tudo e todos. Na perspectiva democrática, cada um irá debater sua “ideia” e construir coletivamente as ideias prioritárias, fundamentais e necessárias às sábias tomadas de decisão sobre a educação e o ensino, isto é, sobre a formação humana para o mundo globalizado. 

Quando as “ideias” são expostas, examinadas e debatidas, constroem-se novas “ideias” que vão originar novas “perfeições” não individuais, mas cultivadas e lapidadas coletivamente numa verdadeira “perfeição” necessária à formação humana, pela qual a escola é responsável _ o projeto político-pedagógico _ constituindo-se esta garantia, a razão de ser da gestão da educação que expressa um compromisso estabelecido coletivamente. (FERREIRA, Naura Syria C., 2001, p.311).