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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
A AÇÃO SOCIAL DE MAX WEBER
Ação social, teoria dos tipos ideais e a teoria weberiana moderna
O primeiro tipo, a ação racional relativa a fins, define que, em toda ação considerada racional, os sujeitos que a executam têm em mente um fim racionalmente definido e buscam alcançá-lo por meios racionalmente elaborados ou calculados. Por exemplo, estudar para passar de ano usando métodos racionais.
O segundo tipo, a ação racional relativa a valores, é todo tipo de ação na qual os sujeitos têm em mente diferentes tipos de conduta, individual ou coletiva, mas que agem como que por meio de regras ou valores que os orientam na obtenção dos seus resultados. Essas regras ou valores podem ser elaborados por condutas formais ou informais e também por preceitos religiosos. Seria o caso de fazer ou deixar de fazer algo em nome da religião ou de algum tipo de crença. Pode ser exemplificado também pelos códigos de conduta de seitas secretas, que obrigam seus membros à obediência a códigos rígidos de ética particular.
O terceiro tipo, a ação social afetiva, é aquela que é motivada por estados emocionais ou geralmente por emoções como a raiva, a angústia, a ambição, a inveja, o medo, o ciúme, o amor, o ódio, o orgulho, a vingança, a tristeza, a piedade, a depressão ou qualquer outro tipo de sentimento ou impulso emocional ou racionalmente inexplicável. Como exemplos, podemos citar os casos em que a ação é consideração irracional, mas depois de uma observação mais apurada nota-se que algum sentimento foi o real causador da ação. Alguns tipos de crime também podem ser citados como exemplos de ações afetivas.
O quarto e último tipo, a ação social tradicional, é toda ação na qual o sentido está no hábito ou nos costumes arraigados, isto é, naqueles costumes mais "fortes", mais comuns na nossa vida. Na maioria dos casos, podemos até desconhecer suas origens, mas continuamos seguindo certos costumes ou hábitos por décadas. As festas populares como o carnaval e as festas juninas, os hábitos alimentares ou sociais são exemplos mais comuns em nossa sociedade. A tradição também pode influenciar a escolha dos governantes. Muitos países, por exemplo, são governados por reis, rainhas, príncipes ou autoridades legitimadas pela tradição. Ainda hoje, no Brasil, podemos encontrar portadores de "títulos de nobreza", como o príncipe Dom João Henrique de Orleans e Bragança, fotógrafo e produtor de cachaça em Paraty, sul do Estado do Rio de Janeiro, ou o príncipe Dom Francisco de Orleans e Bragança, que fabrica a cerveja Imperial em Petrópolis. Além desses mais "nobres", ainda é possível encontrar no Brasil portadores de títulos de nobreza como condes, viscondes e barões.
Émile Durkheim
A Sociologia de Émile Durkheim
Solidariedade mecânica: Era aquela que predominava nas sociedades pré-capitalistas, onde os indivíduos se identificavam através da família, da religião, da tradição e dos costumes, permanecendo em geral independentes e autônomos em relação à divisão do trabalho social. A consciência aqui exerce todo seu poder de coerção sobre os indivíduos.
Solidariedade orgânica: é aquela típica das sociedades capitalistas, onde, através da acelerada divisão do trabalho social, os indivíduos se tornam interdependentes. Essa interdependência garante a união social, em lugar dos costumes, das tradições ou das relações sociais estreitas. Nas sociedades capitalistas, a consciência coletiva se afrouxa. Assim, ao mesmo tempo em que os indivíduos são mutuamente dependentes, cada qual se especializa numa atividade e tende a desenvolver maior autonomia pessoal.
O empirismo positivista, que pusera os filósofos diante de uma realidade social a ser especulada, transformou-se, em Durkheim, numa real postura empírica, centrada naqueles fatos que poderiam ser observados, mensurados e relacionados através de dados coletados diretamente pelo cientista. Ele procurou, para isso, estabelecer os limites e as diferenças entre a particularidade e a natureza dos acontecimentos filosóficos, históricos, psicológicos e sociológicos. Elaborou um conjunto coordenado de conceitos e de técnicas de pesquisa que, embora norteados por princípios das ciências naturais, guiavam os cientistas para o discernimento de um objeto de estudo próprio e dos meios adequados para interpretá-lo.
Embora preocupado com as leis gerais capazes de explicar a evolução das sociedades humanas, Durkheim ateve-se também às particularidades da sociedade em que vivia e aos mecanismos de coesão dos pequenos grupos, à formação de sentimentos comuns resultantes da convivência social. Distinguiu diferentes instâncias da vida social e seu papel na organização social, como a educação, a família e a religião.
Pode-se dizer que, com Durkheim, já se delineava uma apreensão da Sociologia em que se relacionava harmonicamente o geral e o particular numa busca, ainda que não expressa, da noção de totalidade. Essa noção foi desenvolvida particularmente por seu sobrinho e colaborador Marcel Mauss, em seus estudos antropológicos. Em vista de todos esses aspectos tão relevantes e inéditos, os limites antes impostos pela filosofia positivista perderam sua importância, fazendo dos estudos de Durkheim um constante objeto de interesse da Sociologia contemporânea.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
V CIPS (CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL)
CADERNO DE RESUMOS DA V CIPS (CONGRESSO INTERNACIONAL DE PEDAGOGIA SOCIAL)
ACESSAR!
http://educimat.vi.ifes.edu.br/wp-content/uploads/2015/08/Caderno_Resumos_web.pdf
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
PALESTRA NA UFF - PEDAGOGIA SOCIAL
A Pedagogia Social e seus impactos na Sociedade do Século XXI?
EM MINHA OPINIÃO:
A Pedagogia Social é o Campo da Pedagogia que agrega sistematicamente os conhecimentos e saberes construídos da Educação Social, Educação Comunitária, Educação Popular (de Paulo Freire), bem como os saberes de experiências produzidos pela humanidade. Contudo, os saberes de experiência são importantes, mas não suficientes, pois não carregam em si, a rigorosidade metódica necessária para que a ação pedagógica social não fique sujeita ao reducionismo no processo ensino aprendizagem.
A aplicabilidade desse conjunto de conhecimentos, no contexto sócio histórico, constitui-se em Pedagogia Social, na perspectiva de instrumentalizar esse profissional, Educador/Pedagogo Social, com proficiência, servirá para as orientações e intervenções sociais na sua práxis educativa, bem como, no desenvolvimento das atividades e práticas, que perpassam pelos ambientes escolares e não escolares, com alternativas de construção de um fazer pedagógico social com possibilidades que objetivem formar um cidadão, a partir do respeito a sua realidade, com sentido e significado, dos papeis de cada ator, nas dimensões educacional, artística, cultural e social.
A partir desse pressuposto, a Pedagogia Social, não objetiva moldar o cidadão à Sociedade, nem utilizar a escola como aparelho ideológico como era no passado, e sim, criar mecanismos para o enfrentamento das questões transversais, com respeito a sua história de vida no contexto em que estiver inserido, para que se sinta pertencido.
Assim, ela existe e não é neutra por carregar em si a diferenciação no agir e a consciência do devir. Por ser plena e afetiva, tem um olhar integral do educando (holístico) e se distingue de outras ações por ser reflexiva, construtiva, assertiva e, por sua amplitude, objetiva inclusão social.
Logo, tem por finalidade, planejar, executar propostas que resultem em mudanças de paradigmas, liberdade de pensamento, valorização das ações e transformação do indivíduo, fatores que, proporcione ao educando a promoção dos direitos e deveres, a autonomia e o senso crítico, através da relação dialética e dialógica já que, possibilitará a construção sólida de conhecimentos, na perceptiva de avanços, com impactos na sociedade na qual o educando será o protagonista da própria história, através da ação - reflexão - ação.
Portanto, do ponto de vista da valorização das ações, é urgente pensar práticas efetivas de Pedagogia Social, através de um Projeto Político Pedagógico Social (com parcerias) que busque desenvolver habilidades, competências e problematizar questões relevantes na área de interação social, muito além dos muros institucionais (espaços escolares e não escolares), que gere autonomia, respeito à realidade e a identidade sócio cultural, bem como, significar socialização em todos os aspectos, inclusão social e sentimento de pertencimento não só do educando e do Pedagogo/Educador Social, mas também, da população de grandes vulnerabilidades sociais e relacionais, nas quais, em muitos casos, estão inseridos os atores sociais, suas famílias e o próprio Educador, na perspectiva de avanços e progressos das Comunidades que circundam esses espaços..
Jacy Marques Passos - Educador Social
Graduando em Pedagogia.
A Pedagogia Social é o Campo da Pedagogia que agrega sistematicamente os conhecimentos e saberes construídos da Educação Social, Educação Comunitária, Educação Popular (de Paulo Freire), bem como os saberes de experiências produzidos pela humanidade. Contudo, os saberes de experiência são importantes, mas não suficientes, pois não carregam em si, a rigorosidade metódica necessária para que a ação pedagógica social não fique sujeita ao reducionismo no processo ensino aprendizagem.
A aplicabilidade desse conjunto de conhecimentos, no contexto sócio histórico, constitui-se em Pedagogia Social, na perspectiva de instrumentalizar esse profissional, Educador/Pedagogo Social, com proficiência, servirá para as orientações e intervenções sociais na sua práxis educativa, bem como, no desenvolvimento das atividades e práticas, que perpassam pelos ambientes escolares e não escolares, com alternativas de construção de um fazer pedagógico social com possibilidades que objetivem formar um cidadão, a partir do respeito a sua realidade, com sentido e significado, dos papeis de cada ator, nas dimensões educacional, artística, cultural e social.
A partir desse pressuposto, a Pedagogia Social, não objetiva moldar o cidadão à Sociedade, nem utilizar a escola como aparelho ideológico como era no passado, e sim, criar mecanismos para o enfrentamento das questões transversais, com respeito a sua história de vida no contexto em que estiver inserido, para que se sinta pertencido.
Assim, ela existe e não é neutra por carregar em si a diferenciação no agir e a consciência do devir. Por ser plena e afetiva, tem um olhar integral do educando (holístico) e se distingue de outras ações por ser reflexiva, construtiva, assertiva e, por sua amplitude, objetiva inclusão social.
Logo, tem por finalidade, planejar, executar propostas que resultem em mudanças de paradigmas, liberdade de pensamento, valorização das ações e transformação do indivíduo, fatores que, proporcione ao educando a promoção dos direitos e deveres, a autonomia e o senso crítico, através da relação dialética e dialógica já que, possibilitará a construção sólida de conhecimentos, na perceptiva de avanços, com impactos na sociedade na qual o educando será o protagonista da própria história, através da ação - reflexão - ação.
Portanto, do ponto de vista da valorização das ações, é urgente pensar práticas efetivas de Pedagogia Social, através de um Projeto Político Pedagógico Social (com parcerias) que busque desenvolver habilidades, competências e problematizar questões relevantes na área de interação social, muito além dos muros institucionais (espaços escolares e não escolares), que gere autonomia, respeito à realidade e a identidade sócio cultural, bem como, significar socialização em todos os aspectos, inclusão social e sentimento de pertencimento não só do educando e do Pedagogo/Educador Social, mas também, da população de grandes vulnerabilidades sociais e relacionais, nas quais, em muitos casos, estão inseridos os atores sociais, suas famílias e o próprio Educador, na perspectiva de avanços e progressos das Comunidades que circundam esses espaços..
Jacy Marques Passos - Educador Social
Graduando em Pedagogia.
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO, NA PERSPECTIVA DE EMÍLIA FERREIRO
Inicio este momento com uma citação de Paulo Freire que representa muito na perspectiva do professor alfabetizador, em suas práxis pedagógicas: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. ”
Com o pressuposto de alfabetizar, os métodos utilizados inicialmente, funcionavam como mecanicismo e memorização, que reduzia o educando apenas, em sujeito passivo capaz de juntar silabas e produzir sons, sem ao menos conseguir interpreta-los, o que não valorizava aquele momento ímpar na construção do conhecimento.
Para Ferreiro, a alfabetização deve ocorrer em um ambiente social, onde, a criança é um ser social e faz parte do processo, de tal forma, que não há como dissociar esse ambiente social da realidade da criança. É nesse contexto, preferencialmente, que se deve desenvolver a relação entre educador e educando, uma vez que, de maneira equivocada alguns professores entendem que alfabetizar é uma técnica.
Para demonstrar, através de outras possibilidades, com a finalidade de um entendimento que privilegiasse um processo ensino aprendizagem mais humanizado, com a intencionalidade de modificar a maneira errônea de pensamento na qual, alguns professores defendiam, Emília Ferreiro pontuou esquemas em algumas propostas levando em conta o processo inicial de alfabetização: 1. Restituir a língua escrita seu caráter de objeto social; 2 - Desde o início (inclusive na pré-escola) se aceita que todos na escola podem produzir e interpretar escritas, cada qual em seu nível; 3 - Permite-se e estimula-se que a criança tenha interação com a língua escrita, nos mais variados contextos; 4 - Permite-se o acesso o quanto antes possível à escrita do nome próprio; 5- Não se supervaloriza a criança, supondo que de imediato compreendera a relação entre a escrita e a linguagem e 6 - Não se pode imediatamente, ocorrer correção gráfica nem correção ortográfica.
Outro dado importante, citado pela autora é que muitos professores ainda alfabetizam da maneira que foram ensinados quando alunos o que resulta em não aceitar erros por parte do educando e, destaca que a criança são as mais facilmente alfabetizáveis, pois, estão em processo contínuo de aprendizagem.
“Há crianças que chegam à escola sabendo que a escrita serve para escrever coisas inteligentes, divertidas ou importantes. Essas são as que terminam de alfabetizar-se na escola, mas começaram a alfabetizar muito antes, através da possibilidade de entrar em contato, de interagir com a língua escrita. Há outras crianças que necessitam da escola para apropriar-se da escrita. (Ferreiro, 1999, p.23) ”
Na busca de caminhos que respeitem esse conhecimento para a criança, Ferreiro & Teberosky , falam da preocupação dos educadores tem-se voltado para a busca do melhor ou do mais eficaz dos métodos, levando a uma polemica entre dois tipos fundamentais; método sintético e método analítico. (1985, p.18), que são definidos da seguinte forma:
- O método sintético preserva a correspondência entre o oral e o escrito, entre som e a grafia. O que se destaca neste método é o processo que consiste em partir das partes do todo, sendo letras os elementos mínimos da escrita.
- O método analítico insiste no reconhecimento global das palavras ou orações; a análise dos componentes se faz posteriormente
Nessa construção de saberes e aprendizados, segundo a autora, existem práticas que levam a criança aos princípios de que o conhecimento é alguma coisa que outros possuem, e que só é possível adquirir, da boca destes, por ser participante da construção. Algumas praticas levam a pensar que aquilo que existe para conhecer já foi estabelecido, como um conjunto de coisas fechado que não podem se modificar. Há por fim, praticas que leva a que o sujeito (a criança neste caso) fique sem participar do conhecimento, como espectador ou receptor daquilo que o professor ensina.
O professor não pode, então, se tornar um prisioneiro de suas próprias convicções; as de um adulto já alfabetizado. Para ser eficaz “deverá adaptar seu ponto de vista ao da criança.”
A autora em sua obra, não pretende demonstrar e nem apresenta nenhum método específico de alfabetizar, mas dá uma enorme contribuição para a compreensão do Pedagogo/Professor que permeia a temática, na perspectiva de possibilidades para que se diminua a questão do fracasso escolar nesse quesito, e, nos habilita a fazer reflexões do ponto de vista histórico, no que tange alfabetização e letramento, essa dicotomia na qual existe de fato interdependência, no contexto e na historicidade dos fatos, haja vista o trabalho de alguns historiadores sobre a cultura popular que descreve a existência de uma cultura letrada, bastante ativa, mesmo antes do século XVIII e anterior ao surgimento da escolarização universal e compulsória.
É fundamental perceber que perpassa por nossas práticas assertivas o bom desenvolvimento do educando, Emília Ferreiro e Leda Verdiani TFOUNI, em suas contribuições possibilitam alternativas para um fazer pedagógico com proficiência, objetivando desenvolver ações e práticas educativas que visem o protagonismo do educando.
“Alfabetizado é aquele indivíduo que sabe ler e escrever; letrado é aquele que sabe ler e escrever, mas que responde adequadamente às demandas sociais da leitura e da escrita. ” Amelia Hamze
É nessa consciência do devir que é necessário que o professor considere, construtivo, do ponto de vista das escritas, o que representa avanços na evolução de cada criança. Portanto, é necessário que haja uma reestruturação reflexiva plena no interior das escolas, no que diz respeito e relacionado à alfabetização, bem como, no que se refere às formas de alfabetizar.
“ A criança constrói seus sistemas interpretativos, ou seja, pensa em diferentes hipóteses para construir seus conhecimentos. ” Emília Ferreiro
Jacy Marques Passos
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Pedagogia Social na Saúde!
Professor Dr. Arthur da UERJ faz uma ponderação muito pertinente e eu concordo:
Na
relação com a dimensão de atuação dos profissionais ainda acho que não podemos
esquecer da intersecção com a saúde. Acho que devemos ainda lutar um pouco mais
por este espaço. Prof. Arthur
Com
certeza e sem dúvida professor Arthur perpassa pela área da saúde também, haja
vista o trabalho desenvolvido pelos Doutores da Alegria. A Pedagogia Social
tem proficiência para um fazer pedagógico social que resulte em
avanços significativos, não só para o educando, mas também, ouso dizer,
que influenciará a família, pois, nessa construção será relevante essa
contribuição participativa na perspectiva familiar. Busca-se o respeito a
realidade e o contexto, no qual esse educando está inserido e o papel do Pedagogo/Professor/Educador
Social recrudesce com o pressuposto do espaço não escolar representar, o campo
da saúde, onde será necessário levar em consideração, nesse processo ensino
aprendizagem, o que é prazeroso e respeitoso a realidade e as especificidades,
na qual está inserido, possibilitando ao educando, possibilidades e
alternativas, de e quando retornar ao ambiente escolar, perceber que o que foi
construído empiricamente, conhecimentos e saberes, foram de fato com
a consciência do devir. Portanto, o nosso papel será de
suma importância, a partir do envolvimento com o pedagógico
social e o respeito à história desse educando.
Jacy Marques Passos
domingo, 22 de novembro de 2015
Você acredita que todos os alunos conseguem aprender?
Acredito que todos os alunos conseguem aprender sim, pois, a teoria cognitiva, que tem como elemento e foco principal a estrutura na perspectiva do desenvolvimento, dos processos de pensamento e conhecimento do ser humano, revela formas de aprender conforme estudos e pesquisas de grandes pesquisadores. As linhas de pensamento de Freud demonstram esse processo de aprendizagem em três fases, oral anal e fálica. No que diz respeito a teoria behaviorista da aprendizagem, esta, focaliza os meios pelos quais as pessoas aprendem comportamento específicos, e contrapõe-se a teoria psicanalítica de Freud que, interpreta o desenvolvimento humano em termos de impulsos e motivos intrínsecos, muito dos quais são irracionais e inconscientes. Para os pesquisadores e estudiosos, Jean Piaget e Lev Semenovich Vygotsky, o primeiro, interacionista, aponta para quatro períodos de desenvolvimento cognitivo: Sensório Motor, Pré-operacional, Operacional Concreto e Operacional Formal, apesar de sua excelente teoria foi muito criticado por propor estágios universais e lineares do desenvolvimento, contudo deixou relevantes contribuições no campo do desenvolvimento da aprendizagem que definiu como:
Assimilação: Reinterpretação de novas experiências de modo que se ajustem as ideias antigas,
Acomodação: Modificação de ideias antigas de modo tal que possam acomodar as novas
Equilíbrio: Novas experiências façam sentido com o conhecimento já existente.
Com relação a teoria de Vygotsky, sócio interacionista, essa, revela que o homem, o único ser que produz cultura e ser social, explica o desenvolvimento humano em termos da orientação, do suporte e da estrutura proporcionados pela cultura. A aplicabilidade no dia a dia, na perspectiva do processo ensino aprendizagem, desse saber, é a possibilidade das nossas práxis educativas busquem a ideia de que os educadores tenham suas atuações como orientadores por intermédio da zona de desenvolvimento proximal, que significa: a distância entre o nível atual de desenvolvimento da criança, determinado pela sua capacidade atual de resolver problemas individualmente e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de problemas sob a orientação de adultos ou em colaboração com os pares mais capazes. Portanto, reafirmo que mesmo com dificuldades, pelo difícil acesso aos conteúdos escolares, todos os alunos conseguem aprender.
Referencias:
http://www.infoescola.com/pedagogia/teoria-de-aprendizagem-de-vygotsky/ Acessado em 20 - 11 - 15
http://www.infoescola.com/pedagogia/teoria-de-aprendizagem-de-piaget/ Acessado em 20 -11 - 15
JACY MARQUES PASSOS
REFLEXÃO "A HISTORIA DA EDUCAÇÃO"
Ao conhecer e aprofundar sobre a História da Educação, possibilitou ampliar as alternativas de aplicação dos saberes transversais na perspectiva da formação do pedagogo, entendendo que o caminho a trilhar é muito longo, e que, o graduando de pedagogia ou letras, enfim, faz parte dessa história, e que a heteronímia desse ou aquele motivo não deva ser o fator impeditivo de um fazer pedagógico bem construído para continuação dessa linda jornada que é bem marcada pelas lutas e conquistas, dissabores também, mas que, não ofuscam o brilho das vitórias, entretanto, contribuem para que façamos reflexões assertivas que nos possibilitem dar continuidade aos marcos conceituais vitoriosos, constituídos e bem elaborados, na perspectiva de mais avanços, para o enriquecimento da relação educador educando na qual signifique fortalecimento da educação com propostas claras e objetivas numa construção que não pode parar, pois existe a consciência do devir, e, principalmente, porque o nosso papel e compromisso com a sociedade é de mudanças e transformação de paradigmas.
Jacy Marques Passos
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
O QUE É PEDAGOGIA SOCIAL?
O que é Pedagogia Social?
Penso que a Pedagogia Social é ampla, e é o Campo da Pedagogia que se constrói, dialoga, transita e agrega sistematicamente os conhecimentos e saberes construídos do Serviço Social, Sociologia, Filosofia, Psicologia Social, Educação Social, Educação Comunitária, da Educação Popular (de Paulo Freire), bem como os saberes de experiência produzidos pela humanidade. Entretanto, os saberes de experiência são importantes, mas não são suficientes, pois não carregam em si, a rigorosidade metódica necessária para que a ação não incorra em reducionismo.
A aplicabilidade desse conjunto de conhecimentos, no contexto sócio histórico, na perspectiva de instrumentalizar esse profissional, Pedagogo / Educador Social, servirá para interações sociais na sua práxis educativa, bem como, no desenvolvimento das atividades e práticas, que perpassa pelos ambientes escolares e não escolares, com alternativas de construção de um fazer pedagógico social com possibilidades que objetivem formar um cidadão, a partir do respeito a sua realidade, com sentido e significado nas dimensões educacional, artística, cultural e social.
Assim, a Pedagogia Social, não objetiva moldar o cidadão à Sociedade, mas respeitar a sua história de vida no contexto em que estiver inserido. Ela existe e é plena, tem um olhar integral do educando, recrudesce com o pressuposto de planejar e executar novas propostas que resultem em mudanças de paradigmas e transformação do indivíduo, e na consciência do devir, proporcionar a promoção dos direitos e deveres, além da autonomia e o senso crítico, através de uma relação dialética e dialógica.
Portanto, tendo como base a Pedagogia Social, que se construa, sem violência, com liberdade em sua plenitude e na perceptiva de avanços, impactos na sociedade, muito além dos muros institucionais (espaços escolares e não escolares), na qual, o educando seja o protagonista da própria história. Nesse sentido, o nosso papel se fortalece na busca de valorizar, ressignificar, lutar por igualdade e justiça social e, perpassa pela importância de ser um com o outro, isso é pedagógico social.
Logo, na aplicabilidade da Pedagogia Social, do ponto de vista ampliado, significará desenvolver habilidades e competências na área de intervenção social, que produzirão resultados super positivos, com respeito à realidade e a identidade sócio cultural, dos atores envolvidos (educando e do Pedagogo/Educador Social), numa ação articulada com as famílias nas Comunidades que os circundam, e que, em muitos aspectos, se traduz numa população de grandes vulnerabilidades sociais e relacionais, advinda de políticas sociais e educacionais entre tantas outras não ou mal implementadas, que permeia gerações, e nesse percurso, ser um intelectual amoroso e afetuoso fará toda a diferença na perspectiva das construções das práticas, ações e do fazer pedagógico.
Jacy Marques
Passos
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
domingo, 15 de novembro de 2015
Primeiro encontro Curso de Educação Não Escolar
Fotos do Primeiro Encontro do Curso de Educação NÃO escolar e pedagogia social - UERJ / FFP
https://pedagogiasocialffp.wordpress.com/2015/11/14/fotos-do-primeiro-encontro-do-curso-de-educacao-nao-escolar-e-pedagogia-social-uerjffp/
terça-feira, 10 de novembro de 2015
PEDAGOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO SOCIAL
DIA 06 DE NOVEMBRO DE 2015
PALESTRAS FACULDADE PARAÍSO - PEDAGOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO SOCIAL
https://www.youtube.com/watch?v=eg_df8sELyQ
PALESTRAS FACULDADE PARAÍSO - PEDAGOGIA SOCIAL E EDUCAÇÃO SOCIAL
https://www.youtube.com/watch?v=eg_df8sELyQ
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
A declaração de Montevidéu.
A declaração de Montevidéu.
Os Educadores e Educadoras Sociais, e outros atores, todos e todas reunidos no XVI Congresso Mundial da AIEJI, a partir da reflexão e do debate coletivo, declaramos que:- Reafirmamos e comprovamos a existência do campo da Educação Social como um afazer específico orientado a garantir o exercício dos direitos dos sujeitos deste nosso afazer, e que requer nosso permanente compromisso em seus níveis éticos, técnicos, científicos e políticos.
- Para o cumprimento deste compromisso, é um imperativo a consolidação da figura do Educador ou Educadora Social, sua integração em equipes de trabalho, e sua organização como coletivos.
- Este afazer requer Educadores e Educadoras Sociais com sólidas formações inicial e permanente.
- Tais formações devem priorizar um olhar para as práticas, com uma análise crítica permanente.
- Reconhecemos a importância dos processos de sistematização das práticas profissionais como uma forma de contribuir para a formação, o aperfeiçoamento profissional - que é um direito dos sujeitos da educação social -, e da problematização, nesse processo, de nossos propósitos político-pedagógicos.
- Reafirmamos que a ética deve ser uma referência permanente, concebida e realizada de forma coletiva, sendo um de seus pilares a participação crítica dos sujeitos.
- Os Educadores e Educadoras Sociais renovamos nosso compromisso com a democracia, pela justiça social, na defesa do patrimônio cultural e dos direitos de todos os seres humanos, com a convicção de que outro mundo é possível.
Montevidéu, 18 de novembro de 2005
Marco Conceitual das Competências do Educador Social
Marco Conceitual das Competências do
Educador Social
tradução: Ney Moraes Filho e Margareth Morelli
ÍNDICE
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Breve introdução ao trabalho de educação social
Breve introdução ao trabalho de educação social
As raízes do trabalho de educação social se encontram no trabalho com crianças e jovens, a quem a profissão se ocupou principalmente de dar atenção. A profissão abarca a educação e as condições da infância e da adolescência em um sentido amplo e, em alguns contextos particulares, inclui tratamento. Atualmente a atenção de educação social se dirige a crianças com deficiência, adolescentes e adultos, assim como a adultos com um fator de risco concreto: pessoas com transtorno mental, dependentes do álcool o de outras drogas, indigentes, etc. O trabalho de educação social está se desenvolvendo de maneira constante em função de diferentes medidas, grupos de atenção, métodos, etc.A educação social engloba uma estratégia especial que contribui para a inserção na comunidade. É a resposta da comunidade a alguns de seus problemas de inserção, não de todos eles, mas daqueles que emergem de necessidades sociais e educativas.
A educação social se ocupa, de uma forma especial, daquelas pessoas que apresentam dificuldades em sua articulação social. Isso quer dizer que os conteúdos e o caráter mudam em consonância com as situações de necessidades sociais, culturais e educativas criadas pela comunidade.
A educação social pode ser definida como: a teoria de como as condições psicológicas, sociais e materiais, e diferentes orientações de valores promovem ou dificultam o desenvolvimento e o crescimento, a qualidade de vida e o bem estar do indivíduo ou do grupo.
Um objetivo fundamental da educação social é facilitar a articulação social e impedir a marginalização e a exclusão, através de um processo de interação social para apoiar o indivíduo e os grupos de risco em questão, para que possam desenvolver seus próprios recursos em uma comunidade em movimento.
Os profissionais da educação social realizam sua atividade e utilizam seu saber para, com proximidade ao usuário, apoiar e potencializar o seu desenvolvimento. A educação social é uma ação intencional. É o resultado de deliberações conscientes que se convertem em um processo planejado e orientado para alcançar seus objetivos. O caráter interventor da educação social significa que, baseando-se nas deliberações dos profissionais, se definem objetivos para o desenvolvimento de outras pessoas e de suas vidas; por esta razão, a profissão se baseia também em um conjunto de valores éticos.
O trabalho de educação social é entendido como um processo de ações sociais em relação com os indivíduos e com vários grupos de indivíduos. Os métodos são multidimensionais e incluem: atenção, educação, intervenção, tratamento, desenvolvimento de espaços sociais não excludentes, etc. Sua finalidade é a socialização e a cidadania plena para todo o mundo.
| EDUCAÇÃO SOCIAL | |||||||
| |||||||
| CIDADANIA PLENA |
http://aeessp.xpg.uol.com.br/marcoconceitual.htm#2
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