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terça-feira, 16 de agosto de 2016

LIVROS PEDAGOGIA SOCIAL , BOA LEITURA!

LIVRO PEDAGOGIA SOCIAL - AUTORA DRA. MARGARETH MARTINS ARAÚJO




A Pedagogia Social é um componente da Pedagogia que se responsabiliza diretamente com a inclusão das crianças em situação de vulnerabilidade social no universo escolar. Quanto mais a população de um país é entregue a própria sorte, maior se faz a necessidade da pedagogia Social, que se traduz em um fazer pedagógico voltado para a realidade das crianças e adolescentes expostos a todo o tipo de dificuldades oriundas de uma educação direcionada para um público com valores e necessidades bem diferentes. Dificuldades estas que não abrangem apenas o âmbito educacional como também o social, o político e o afetivo, por exemplo. 

Ao abraçarmos a Pedagogia Social como tema de trabalho, como foco do nosso interesse, como questão reflexiva, o fizemos por perceber o quanto precisamos aprender com os sujeitos do flagelo social brasileiro para com eles trabalhar. São milhões de crianças e jovens que não se vêm contemplados no cotidiano das escolas, que se sentem alijados de um processo do qual seus próprios pais e avós, quem sabe, também o foram e, por mais que possa parecer uma “questão hereditária”, trata-se de um processo histórico de exclusão que, ao longo dos anos, transforma em marginais seres humanos capazes, competentes e brilhantes. 

Muito pouco ou quase nada do que aprendi me auxilia para com eles lidar. É preciso me formar, me alfabetizar em uma nova forma de ser e estar professora para construir um novo sentido para o magistério por mim exercido. Penso existir em algum lugar professores que comunguem com minhas ideias e é para eles e com eles que abrimos um espaço de trabalho como este. As questões investigativas são construídas, principalmente, na dor, no calor do exercício de um fazer que se impõe a cada dia, a cada hora. Não diferente, suas respostas são oriundas do amor, do compromisso forjados a ferro e fogo no cadinho da existência humana. Apenas um professor capaz de enxergar-se em seus alunos, será capaz de ao resgatá-los do processo de indigência educacional em que se encontram resgatar- se também.

Ouso afirmar a existência de um tripé que se constitui em um desafio permanente para o Educador Social: o primeiro pilar é o da construção de sua própria identidade. Uma identidade que só faz sentido atrelado ao outro; ou seja, ao aluno. O segundo o da aceitação, é preciso aceitar seu aluno como ele é, com suas histórias e memórias, com seus textos e contextos de emergências. É possível afirmar que o processo de aceitação do outro passa, principalmente, pela própria aceitação, caso contrário, não passará de mero discurso representado por palavras soltas ao vento. Falamos, portanto, de testemunho vivo de um fazer capaz de por em diálogo o binômio teóricoprático, invocando permanentemente a questão da coerência, o que nos é bastante desafiador. E finalmente, porém não menos importante, o terceiro pilar é o da responsabilidade. Para além de se identificar com os educandos e neles se reconhecer e, aceitá-los em sua legitimidade, o Educador Social precisa responsabilizar-se por eles. Responsabilizar-se a tal ponto por seu fazer pedagógico que será impensável não incluir o sucesso dos educandos no rol do seu próprio sucesso. Falamos, portanto, de uma relação de pertencimento capaz de compreender educador e educando como partes integrantes de uma mesma realidade, não fazendo mais sentido a existência de um sem o outro. 


COORDENADORA DO PROJETO PIPAS - UFF  - PEDAGOGIA SOCIAL

RELATO DE EXPERIENCIA



CONSELHEIRO TUTELAR
Jhonatan Costa dos Anjos


      Sou Jhonatan Costa dos Anjos, 29 anos, Educador Social, graduando em Jornalismo pela UNICARIOCA/RJ e Conselheiro Tutelar na cidade de Niterói. Minhas atividades trabalhando com o público infanto-juvenil tiveram início quando eu ainda era um adolescente, aos 13 anos de idade. Neste período, participava das atividades socioeducativas promovidas pela SBSF - Sociedade Beneficente da Sagrada Família, Instituição gerida pela Congregação das Irmãs Missionárias da Sagrada Família, localizada no bairro Fonseca e que atende até hoje crianças e adolescentes de diversas comunidades da região, dentre estas a Vila Ipiranga, onde nasci e vivo até hoje. Ainda aos 13 anos fundei a BAMUSF - Banda Musical da Sagrada Família, onde permaneci como maestro até o ano de 2008, com o objetivo principal de trabalhar a música na vida de crianças, adolescentes, jovens e adultos da comunidade, propagando conhecimento e envolvimento cultural. Também na SBSF fui orientador e coordenador da EIC - Escola de Informática e Cidadania, onde, através de oficinas de informática, diversas temáticas de cidadania do dia a dia eram trabalhadas com os mais diversos públicos atendidos. 

      Entre 2013 e 2014, integrei o quadro Parceiros do RJ, da TV Globo, representando a cidade de Niterói; onde, através de reportagens, procurava mostrar problemas e dificuldades diversas que muitos moradores enfrentavam em suas comunidades, bem como, propagar ações e atividades desenvolvidas por pessoas ou grupos nos níveis sociais, culturais, educativos e esportivos. 

      Atualmente sou membro do III Conselho Tutelar de Niterói (Região Norte) onde exerço o cargo de Conselheiro Tutelar desde dezembro de 2011, estando atualmente no segundo mandato. No ano de 2015 exerci a presidência do Conselho.

Publicado na Revista Pedagogia Social, N° 1  - leia mais.... Clique em:

sábado, 13 de agosto de 2016

INTERDISCIPLINARIDADE E TRANSVERSALIDADE


COMPREENDER A DIFERENÇA:

TRANSVERSALIDADE E INTERDISCIPLINARIDADE:

A interdisciplinaridade questiona a segmentação entre os diferentes campos de conhecimento, produzindo por uma abordagem que não leva em conta a inter-relação e a influência entre eles — questiona a visão compartimentada (disciplinar) da realidade sobre a qual a escola, tal como é conhecida, historicamente se constituiu. Refere-se, portanto, a uma relação entre disciplinas.

TRANSVERSALIDADE:
A transversalidade diz respeito à possibilidade de se estabelecer, na prática educativa, uma relação entre aprender na realidade e da realidade de conhecimentos teoricamente sistematizados (aprender sobre a realidade) e as questões da vida real (aprender na realidade e da realidade).

INTERDISCIPLINARIDADE:
Se fundamenta na crítica de uma concepção de conhecimento que toma a realidade como um conjunto de dados estáveis, sujeitos a um ato de conhecer isento e distanciado;
Aponta a complexidade do real e a necessidade de se considerar a teia de relações entre os seus diferentes e contraditórios aspectos.
Mas difere da transversalidade, uma vez que se refere a uma abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento, enquanto aquela diz respeito principalmente à dimensão da didática;
Na prática pedagógica, interdisciplinaridade e transversalidade alimentam-se mutuamente;
Por essa mesma via, a transversalidade abre espaço para a inclusão de saberes extraescolares, possibilitando a referência a sistemas de significado construídos na realidade dos alunos.

Os Temas Transversais, portanto, dão sentido social a procedimentos e conceitos próprios das áreas convencionais, superando, assim, o aprender apenas pela necessidade escolar.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

IGARAPE




LEIA  E FAÇA UMA REFLEXÃO




"Uma pesquisa feita pelo Instituto Igarapé foi ouvir a voz de crianças de localidades inseguras e de baixa renda, mapeando suas percepções sobre violência. Os dados são de dar medo, mas esse medo não chega nem perto do que essas crianças passam diariamente".

VISITANTES INTERNACIONAIS ALEM DO BRASIL








ESTADOS UNIDOS – ALEMANHA – FRANÇA – MALÁSIA – VENEZUELA – ESPANHA – RUSSIA – UCRÂNIA – CABO VERDE – INDIA – POLÔNIA - CHINA – ANGOLA – CANADÁ  - ARÁBIA SAUDITA – URUGUAI – ENTRE OUTROS


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EDUCADOR SOCIAL






terça-feira, 9 de agosto de 2016

E A REALIDADE?


Uma viagem Olímpica, 2016 – Rio de Janeiro

Penso que os jogos olímpicos em toda essência e mensagens que são peculiares, nos transmitem sensações, num misto muito forte de emoções, alegrias, tristezas, frustrações e apogeu, esse último, mais relacionado ao atleta, do que propriamente a nação, pois quem desfruta da maior parte desse bolo é o merecedor dele. Aquele que se dedicou, empenhou, ralou, chorou, competiu, ganhou!

Desde a Grécia antiga (há 2.168 anos) o significado é, união dos povos, paz entre as nações que disputam os jogos, respeito às regras, e tudo, realizado milimetricamente conforme convencionado desde a sua criação. Existe um padrão, é inegável, e o que se pode perceber é que, em todas as cidades onde são realizados os jogos, o engessamento dos pauperizados é pontual.

Ontem, como a realização dos Jogos é na cidade do Rio de Janeiro, estive em uma das Arenas (Rio Centro). O que pude perceber, e o que ficou claro e evidente, é que as mídias, o governo Federal, Estadual e Municipal e a camada mais abastada da população, os donos de um País reificado, ratificam essa reificação quando produzem através dos meios de transporte a cauterização psicológica simbólica, daqueles que se deslocam para assistir um evento.

É necessário entender que essa cauterização psicológica simbólica, acontece de maneira sutil, contudo peculiar, que na sua diversidade fica invisível pelas emoções que produzem na sua execução. Ao partir para jornada esportiva, primeiro Pira do Povo, Candelária, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), conduz até uma estação do Metrô, onde, na empolgação percebe-se as belezas do antigo bonde, numa versão mais atualizada que, esconde e deixa a margem, a história que não pode se apagar, a chacina da Candelária ocorrida em 23 de julho de 1993.

Na estação Carioca do Metrô, à sua volta, a população invisível de Rua, está ali firme, demarcando o contraste social, resultado das injustiças sociais recorrentes no país, bem ali pertinho, para quem quiser ver, porém, a direção dos jogos é para a Zona Sul, o que significa, passar correndo pelos invisíveis, pois as próximas estações subterrâneas não possibilitam contemplar tais desigualdades. 

Chegando na Estação General Osório, ali por dentro da estação mesmo, para que não haja possibilidade de perceber ou ver a nossa realidade de tantos anos, lá fora, dormindo ou com fome, o certo é, que debaixo de alguma marquise tem alguém morando. Desce a escada até chegar ao trem, já no vagão, encontramos ali, americanos, holandeses, alemães, franceses, japoneses, brasileiros e tantas outras nacionalidades, numa torre de babel metroviária memorável.

A viagem continua escondendo o nó social, que os governantes, não desatam há muitos anos, e nesse caso em especial, os problemas sociais, ”podem esperar”, pois, é só um curto período de jogos! Continua a viagem, agora do Metrô, até chegar à Estação do BRT ((Bus Rapid Transit), de maneira que o ser humano saia do VLT, entre no Metro, passe para outro trem e por fim, ali por dentro mesmo, embarque no BRT até as Arenas.

Como veremos a triste realidade do Rio, um Estado falido, se intrinsecamente através dos transportes escondemos embaixo do tapete?

A proposta aqui é essa, uma reflexão dialógica, no sentido da construção que possibilitem alternativas na consciência do devir, e que, recrudesça na ressignificação das práticas utilizadas que visem compreender o nosso papel na sociedade sem prejuízos para a população. A intencionalidade, não está em criticar os jogos, quiçá os atletas que desempenham seus papeis com maestria, visto que, estão inseridos na lógica esportiva em todas as dimensões. A crítica perpassa por perceber que através da ideologia da melhoria do sistema de transporte, que não é top 10, que nessa configuração constitui-se no isolamento simbólico do cidadão, numa construção a qualquer preço, para que possibilite tudo, de tal maneira que, os que chegam de fora do País, não se assuste, não percebam. Mas gaste!

Nas minhas considerações finais, não posso deixar de registrar que as mídias contribuem para essa ideologia do isolamento simbólico, quando não registram que, ao término dos jogos na Barra da Tijuca, quase uma hora da manhã, o mesmo transporte que deixa 70% da população na Zona Sul e adjacência nas portas de suas casas, despeja no Centro do Rio, Zona Norte ou Baixada Fluminense os outros 30% que ficam jogados a própria sorte, pois, onde estão a essa hora da madrugada, o VLT, as barcas e os BRT’s? Welcome reality ou bem vindo à realidade!


Não percebemos, nesse caso o significado de dignidade da pessoa humana, que implica respeito aos direitos humanos, repúdio à discriminação de qualquer tipo, acesso a condições de vida digna, respeito mútuo nas relações interpessoais, públicas e privadas. Esses temas transversais fazem com que a nossa participação como princípio democrático, traga a noção de cidadania ativa, isto é, da complementaridade entre a representação política tradicional e a participação popular no espaço público, compreendendo que não se trata de uma sociedade homogênea e sim marcada por diferenças de classe, étnicas, religiosas etc.


Nessa perspectiva,  a corresponsabilidade pela vida social implica partilhar com os poderes públicos e diferentes grupos sociais, ou não, a responsabilidade pelos destinos da vida coletiva. É nesse sentido, a responsabilidade de todos a construção e a ampliação da democracia no Brasil.


Logo, o que não é concebível nesses dias de jogos olímpicos, é fingir que esse Estado se construa da Carioca a Barra da Tijuca dentro dos trens e ônibus, visto que, as desigualdades sociais existem, e são bem marcantes, assim, a nossa luta perpassa pela desconstrução, para que não se consolide ou perpetue, uma frase do senso comum, que afirma, que os direitos são iguais para todos.

Portanto, uma vez que, igualdade de direitos refere-se à necessidade de garantir a todos a mesma dignidade e de exercício de cidadania. Para tanto há que se considerar o princípio da equidade, isto é, que existem diferenças (étnicas, culturais, regionais, de gênero etc), e desigualdades (socioeconômicas) que necessitam ser levadas em conta para que a igualdade seja efetivamente alcançadas. Então o que estamos vivenciando permeia o oposto da compreensão do que de fato representa tal igualdade, e para tanto, deixo uma reflexão, após essa longa viagem. Direitos iguais para quem?



Jacy Marques Passos

quinta-feira, 28 de julho de 2016

DIA MUNICIPAL DO EDUCADOR SOCIAL 19 DE SETEMBRO

DIA MUNICIPAL DO EDUCADOR SOCIAL 19 DE SETEMBRO - Saiba Mais no Site

VEJA A TRAJETÓRIA: 1° A MINUTA NA INTEGRA, ENTREGUE POR MIM, AO PROFESSOR PAULO EM SEU GABINETE:

MINUTA DE PROJETO DE LEI MUNICIPAL
DE 29 DE SETEMBRO DE 2015.
MENSAGEM

ASSUNTO: Proposta que dispõe sobre a criação do Dia do (a) EDUCADOR(A) SOCIAL 19 de Setembro

PROPONENTE: Sr. JACY MARQUES PASSOS – Inscrito no CPF n°xxx.xxx.xxx-04 e CI n°XXXXXXXX-9, profissão Educador Social no Município de São Gonçalo, SMDS, cursando 3° período de Licenciatura em Pedagogia, casado, residente e domiciliado no Município de São Gonçalo desde 1974.

FUNDAMENTAÇÃO: Competência: Profissional que visa garantir atenção, defesa e proteção a pessoas em situações de risco social e pessoal, vulnerabilidade relacional, e adolescente em conflito com a lei. Procura assegurar seus direitos, abordando-as, identificando suas necessidades e demandas e desenvolvendo atividades e tratamento.  Classificação Brasileira de Ocupações do Ministério do Trabalho e Emprego (CBO-MTE) n°s: 5153-05, 5153-10, 5153-15, e 5153-25.
O Dia Nacional do (a) Educador (a) Social é um Projeto de lei desde 11/03/2008, aprovado na Camara em 14/05/2015, comemorado também em diversos estados e municípios do País. Foi escolhida a data natalícia do Mestre e Educador Paulo Freire, 19 de Setembro, como homenagem a este ícone da Educação Popular e Social.

Alem dessas razões registro também os inúmeros Concursos Públicos para EDUCADOR(A) SOCIAL, em todo o País. Nosso Município dispõe de 02 (dois) Equipamentos Municipais de Acolhimento, alem dos 03 (três) particulares e ONGs que admitem esses profissionais nos espaços internos e também, nas ruas com abordagens, alem dos Projetos Sociais existentes. São Gonçalo hoje, conta com cerca de 500 profissionais com formação e capacitação continuada, porem, muitos atuam em outros Municípios.
 I. Senhor Presidente, Senhores Vereadores. Anexo, encaminhamos a esta Egrégia Câmara, os dados para o qual pedimos apreciação. Esta proposta visa valorizar a nossa profissão e dispõe sobre a Política Municipal da Criança e do adolescente que, consideramos uma prioridade em o nosso Município. Teve a participação decisiva da comunidade de Educadores Sociais locais, através reuniões realizadas com estes profissionais. A Proposta visa estabelecer um dia especial de luta e um legado de ações em Rede no Município com a participação desses profissionais com um papel tão relevante, nos mais diversos espaços de atuação, na luta que se trava todos os dias contra as drogas, a violência, o abandono, maus tratos, abusos enfim, demandas que se apresentam a este profissional com perfil de cuidador (a) e garantidor (a) de direitos, e que atua em diversas frentes, em conformidade com as Leis vigentes, Constituição Federal em seu Artigo 227 regulamentada pela Lei 8069/90 que dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Código Civil Brasileiro e LOAS, atendendo aos princípios da política Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, em suas representações: CONANDACEDCA eCMDCA, Vara da Infancia, adolescência e Idoso, Conselhos Tutelares, bem como a RESOLUÇÃO Nº 109, DE 11 DE NOVEMBRO DE 2009 do SNASSendo o que temos para o momento, subscrevemo-nos, renovando elevados protestos de estima e distinta consideração, contando com a aprovação da presente Proposta. Cordialmente,

Jacy Marques Passos
EDUCADOR SOCIAL
EXMO Sr. VEREADOR  _____________________________
CÂMARA DE VEREADORES


São Gonçalo-RJ.


2° PASSO: APROVAÇÃO NA CÂMARA DOS VEREADORES:

AGORA É LEI: 

( DIA MUNICIPAL DO EDUCADOR SOCIAL - DIA 19/09 ) 



APROVADO DIA 10/05, NA AUDIÊNCIA PÚBLICA EM SÃO GONÇALO, RIO DE JANEIRO - RJ. AGRADECEMOS A TODOS OS VEREADORES EM ESPECIAL, PROFESSOR PAULO E AO PREFEITO NEILTON MULLIN QUE SANCIONARÁ A LEI. 

OBRIGADO POR TUDO MEU DEUS!


EDUCADORES SOCIAIS, VAMOS COMEMORAR!




3° PASSO: A LEI SANCIONADA EM 26/07/2016 PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL 27/07


LEI 692  2016


INSTITUI O  DIA MUNICIPAL DO EDUCADOR SOCIAL EM SÃO GONÇALO


A NOSSA LUTA NÃO PODE PARAR!!!!

JACY MARQUES PASSOS

VAMOS A LUTA COMPANHEIOS (AS)!





segunda-feira, 25 de julho de 2016

CLASSIFICAÇÃO DA CIENCIA

Ciência, no singular, refere-se a um modo e a um ideal de conhecimento que examinamos até aqui. Ciências, no plural, refere-se às diferentes maneiras de realização do ideal de cientificidade, segundo os diferentes fatos investigados e os diferentes métodos e tecnologias empregados.

SEGUNDO ARISTÓTELES:

A primeira classificação sistemática das ciências de que temos notícia foi a de Aristóteles, à qual já nos referimos no início deste livro. O filósofo grego empregou três critérios para classificar os saberes:

1ª Critério da ausência ou presença da ação humana nos seres investigados, levando à distinção entre as ciências teoréticas (conhecimento dos seres que existem e agem independentemente da ação humana) e ciências práticas (conhecimento de tudo quanto existe como efeito das ações humanas);

2ª Critério da imutabilidade ou permanência e da mutabilidade ou movimento dos seres investigados, levando à distinção entre metafísica (estudo do Ser enquanto Ser, fora de qualquer mudança), física ou ciências da Natureza (estudo dos seres constituídos por matéria e forma e submetidos à mudança ou ao movimento) e matemática (estudo dos seres dotados apenas de forma, sem matéria, imutáveis, mas existindo nos seres naturais e conhecidos por abstração);

3ª Critério da modalidade prática, levando à distinção entre ciências que estudam a práxis (a ação ética, política e econômica, que tem o próprio agente como fim) e as técnicas (a fabricação de objetos artificiais ou a ação que tem como fim a produção de um objeto diferente do agente).

quarta-feira, 29 de junho de 2016

HERANÇA CULTURAL BRASILEIRA

As resistências ocorridas nas terras que viriam ser Colônia Portuguesa, pressupõe a existência do povo indígena, que já vivia aqui anterior à colonização, com seus costumes, hábitos e cultura bem definidos. A imposição da religião católica, pelos colonizadores, aos autóctones, na perspectiva da posterior escravização dos indígenas, resultou em resistências às tentativas portuguesa. O objetivo não fora contemplado, visto que, resistência do povo indígena à escravização, se deu por diversos aspectos, principalmente, pelo viés cultural de um povo que tinha sua liberdade ameaçada .
Nesse sentido, os colonizadores portugueses, após o insucesso nesse primeiro embate, iniciam a escravização comercial dos negros africanos, com imposição da religião, com recorte para o etnocentrismo. Com o País dividido em capitanias, muita exploração dos colonizadores, os africanos escravizados organizam-se, primeiro em irmandades, como forma de preservar os vínculos afetivos em famílias extensas objetivando não se perder a identidade que, após séculos de escravização era consequência natural.
As resistências dos Africanos escravizados, perpassam pelas fugas, dos negros que se embrenhavam nas matas e, ali construíam comunidades, onde, sobreviviam e comercializavam produtos. Essas comunidades denominadas quilombos ou mocambos, representavam a resistência à escravização de um povo. Todas as fugas, tinham seus objetivos intrínsecos em resistir a escravização, além das revoltas, conspirações e, o emblemático Levante dos Malês, que culminou em deportações, açoites e mortes de africanos escravizados.
Portanto, a resistência às escravizações dos indígenas e africanos, tinham significados preeminentes e, recrudesceu nas imposições da religião e da cultura (etnocentrismo), dos colonizadores sobre os povos aqui existentes. Nesse contexto, resultou na construção e na produção da rica cultura, a brasileira, que perpassa pelos diversos fatores como, o sincretismo religioso, as etnias totalmente diferentes, relacionadas aos  costumes, hábitos de cada povo que, nos deixaram um legado cultural, sem dúvida, depois de muitas vidas ceifadas, que permeia gerações de brasileiros natos, herdeiros da mestiça e impregnado culturalmente, das influencias das matrizes africanas, da cultura europeia e, muito importante, do povo indígena originalmente, povo brasileiro.
Jacy Marques Passos

quinta-feira, 23 de junho de 2016

PODER SIMBÓLICO - PIERRE BOURDIEU -




PODER SIMBÓLICO 

A novidade na obra de Pierre Bourdieu encontra-se na variedade dos objetos de sua análise. O poder simbólico é um desses temas ao qual Bourdieu se dedica. Para ele, o poder simbólico é esse poder invisível que só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que estão sujeitos a esse poder ou mesmo daqueles que o exercem.
 Bourdieu se concentra nas situações em que esse poder é normalmente ignorado, fato que nos permite intuir que esse poder é plenamente reconhecido pelos agentes envolvidos.

O capítulo em questão aqui leva o título da obra, "O Poder Simbólico", e está dividido em quatro subtítulos. No primeiro deles, Bourdieu considera a arte, a religião, a língua, etc., como estruturas estruturantes, citadas algumas vezes por ele como modus operandi, uma expressão do latim que significa modo de operação. Utilizada para designar uma maneira de agir, operar ou executar uma determinada atividade seguindo sempre os mesmos procedimentos, seguindo sempre os mesmos padrões nos processos. O segundo subtítulo fala dos sistemas simbólicos como estruturas estruturadas ou opus operatum. No terceiro subtítulo, Bourdieu trata das produções simbólicas como instrumentos de dominação. Por fim, trata dos sistemas ideológicos legítimos. \muito bem, vamos por parte, pois os escritos de Bourdieu são realmente densos e merecem toda a atenção e a maior paciência.

Segundo Bourdieu, a tradição neo-kantiana trata os diferentes universos simbólicos como instrumentos de conhecimento e de construção do mundo dos objetos, ou seja, como formas simbólicas, reconhecendo assim a ação e a importância do conhecimento. Bourdieu faz algumas considerações abrangendo os pensamentos de Émile Durkheim (pai da Sociologia Moderna que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica) e de Erwin Panofsky (grande crítico da arte alemã e um dos principais representantes do método iconológico. Sua grande obra foi um estudo sobre a Arquitetura Gótica e Escolástica: uma analogia sobre a arte, a filosofia e a teologia na Idade Média).

 Para Bourdieu, Durkheim representava a tradição Kantiana exatamente por procurar respostas “positivas” e “empíricas” ao problema do conhecimento e não se contendo apenas ao apriorismo ou ao empirismo separadamente. Ao lançar fundamentos de uma sociologia das formas simbólicas, que neste caso equivaleriam a formas de classificação, Durkheim explicita o caráter transcendental que faz essas formas de classificação se tornarem formas sociais, se aproximando dessa maneira da teoria de Panofsky, onde as formas sociais são socialmente determinadas, ou seja, são relativas a um determinado grupo particular, logo são formas sociais arbitrárias.
Segundo Bourdieu, nesta tradição, a objetividade do sentido do mundo define-se pela concordância das subjetividades estruturantes, ou seja, o julgamento é igual ao consentimento, ou, em suas palavras, o senso é igual ao consenso.

Já para os sistemas simbólicos como estruturas estruturadas, Bourdieu considera que são passíveis de uma análise estrutural. Essa análise estrutural tem em vista isolar a estrutura permanente de cada produção simbólica. O Poder Simbólico é um poder de construção da realidade que tende a estabelecer uma ordem gnosiológica, ou seja, o sentido do mundo supõe um conformismo lógico, uma concepção homogênea que torna possível a concordância entre as inteligências. Destarte, os símbolos são instrumentos de integração social. Enquanto instrumentos de conhecimento e comunicação eles tornam possível o consenso acerca do sentido do mundo social que contribui fundamentalmente para a reprodução da ordem social.

Já para descrever as produções simbólicas como instrumentos de dominação, Bourdieu se baseia na tradição marxista que privilegia as funções políticas dos sistemas simbólicos em detrimento da sua estrutura lógica e da sua função gnosiológica. Este funcionalismo explica as produções simbólicas relacionando-as com os interesses das classes dominantes. A cultura dominante contribui para a integração real da classe dominante, assegurando uma integração e uma comunicação entre os membros dessa classe e ao mesmo tempo os distingue de outras classes. Daí surge um importante conceito desenvolvido posteriormente por Bourdieu: a distinção. Pois a mesma cultura que une por intermédio da comunicação é a mesma cultura que separa como instrumento de distinção, que legitima a diferença das culturas exatamente pela distância da cultura em questão em relação à cultura dominante.

Bourdieu considera que as relações de comunicação são sempre relações de poder que dependem do capital material ou simbólico acumulado pelos agentes. Os sistemas simbólico, enquanto instrumentos estruturados e estruturantes de comunicação e conhecimento, cumprem sua função política de imposição e de legitimação da dominação de uma classe sobre a outra, agindo como uma forma de violência simbólica.

Dessa maneira, Bourdieu conclui sobre as produções simbólicas como instrumentos de dominação da seguinte maneira: o campo de produção simbólica é um microcosmos da luta simbólica entre as classes. Assim, a classe dominante, cujo poder está pautado no capital econômico, tem em vista impor a legitimidade da sua dominação por meio da própria produção simbólica.

Por fim, Bourdieu disserta sobre os sistemas de produção ideológica legítima, como instrumentos de dominação estruturantes exatamente por serem estruturados, reproduzindo de forma irreconhecível a estrutura do campo das classes sociais. Em outras palavras, os sistemas simbólicos produzidos por um corpo de especialistas e mais especificamente por um campo de produção autônomo é uma dimensão do progresso da divisão do trabalho social, portanto, da divisão das classes.

Concluindo: para Bourdieu, o poder simbólico é um poder quase mágico que permite obter o equivalente daquilo que é obtido pela força física ou econômica e só se exerce se for reconhecido, o que significa que ele acaba sendo ignorado, passa despercebido. Assim, o poder simbólico é uma forma irreconhecível e legitimada.

Então meus amigos e minhas amigas, tentar entender Bourdieu significa mergulhar de cabeça em seus escritos profundamente densos e perspicazes, tarefa que só é possível de ser minimamente alcançável após longas horas de interpretação, de total imersão nessa obra esplêndida que ainda não é considerada como um clássico, mas certamente um dia o será.
Espero que vocês façam uma boa leitura dessa resenha e que assim, possam depreender mais informações ao se depararem com a obra original. Aguardo ansioso pelos comentários e pelas críticas, pois a opinião polifônica é um caminho muito salutar para as Ciências Sociais.


sexta-feira, 17 de junho de 2016

EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A PEDAGOGIA SOCIAL


PONTOS DISCUTIDOS NA ECO 92 - RIO DE JANEIRO

  •     O crescimento econômico atual se dá através do crescimento das desigualdades;
  •     O crescimento baseado na economia de mercado levada às últimas consequências pode aprofundar as desigualdades e dentro das nações e entre elas;
  •     O crescimento econômico atual transfere para a sociedade os custos sociais e ambientais da exploração do meio ambiente, alargando as desigualdades sociais e econômicas;
  •     A parceria para administrar o meio ambiente requer maior justiça econômica para os países em desenvolvimento;
  •     Os países em desenvolvimento necessitam de ajuda econômica para saírem do duplo nó: pobreza e destruição ambiental;
  •     É necessário deter o consumo excessivo, principalmente dos países do primeiro mundo.



A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ECO92 trouxe Chefes de Estado de mais de 130 países para o Rio de Janeiro. Dentre os vários documentos produzidos na ECO92, destacam-se:
  • Ø  Carta da Terra: declaração de princípios da ECO92, sem força de lei e sem detalhamento de medidas concretas a serem adotadas.
  • Ø  Agenda 21: documento operacional da ECO92, se constituindo em um “verdadeiro plano de ação mundial" para orientar a transformação de nossa sociedade.
  • Ø  A Agenda 21 é dividida em 40 capítulos, com mais de 600 páginas. O capítulo 36 trata da Educação Ambiental e define como áreas prioritárias:
  • Ø  “... a reorientação da educação na direção do desenvolvimento sustentável”;
  • Ø  “... a ampliação da conscientização pública, compreendendo ações destinadas às comunidades urbanas e rurais, visando sensibilizá-las sobre os problemas ambientais e de desenvolvimento”;
  • Ø  “... o incentivo ao treinamento, destinado à formação e à capacitação de recursos humanos para atuarem na conservação do meio ambiente e como agente do desenvolvimento sustentável”. 


Fonte: Arquivos da Unama – Universidade da Amazônia, disponível em: <http://arquivos.unama.br/nead/gol/gol_cont_8mod/contabilidade_ambiental/pdf/aula02(27).pdf>.   Acesso em: 15 jun. 2011.